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quarta-feira, janeiro 28, 2015

Tecnologia inovadora permite que mãe cega veja seu filho recém-nascido

Você se lembra da primeira vez que enxergou? Provavelmente não, assim como da vez que sentiu um cheiro ou o gosto de uma fruta. Mas Kathy Beitz se lembrará para sempre da primeira vez que viu uma criança: seu próprio filho recém-nascido. Deficiente visual desde a infância, ela utilizou um modelo de óculos especial, chamado eSight, para registrar na memória este emocionante momento.

“É impressionante que o primeiro bebê que eu tenha visto seja meu próprio filho“, afirma ela em um vídeo gravado pela irmã, Yvonne Felix, também deficiente visual. Além de ter sido a primeira vez que viu uma criança, foi também a primeira vez que Kathy enxergou seu marido. A tecnologia utilizada, os óculos eSight, estimula as células do olho de forma diferente, permitindo que a luz seja captada e as informações, transmitidas para o cérebro.

Dá uma olhada no vídeo e deixe se apaixonar por essa história:

 

Fonte: Hypeness

domingo, janeiro 25, 2015

Reflexão: À sua maneira


Todo mundo tem problemas. Quem é que não? Até o seu vizinho, a loira dos olhos azuis aparentemente perfeita, a ruiva nerd, ou a morena da capa de revista. Até o estagiário, o patrão, o colega de trabalho, o cara do supermercado, o estudioso, o preguiçoso. Todos. Homens e mulheres. PESSOAS têm problemas.
A diferença é que nem todo mundo tem coragem de assumir; a maioria prefere se esconder numa redoma ou num casulo criado por si próprio, e só deixar passar o que é aparentemente aceitável. Sim, boa parte das pessoas vive de aparência (e não, isso não é novidade!). E é por isso que cada dia mais eu admiro a espontaneidade.
Espontaneidade é algo tão bonito e honesto de se ver! É quase como achar estrela-cadente no céu - são raras as vezes. Pessoas que são elas mesmas e se aceitam assim têm a minha eterna admiração! Mas claro que tem um limite, né? Não tô falando de gente que gosta de “causar” à toa. Tô falando de ter verdade, de ter personalidade.
Uma vez, em meio à uma viagem, conheci um casal de idosos. Seu John e dona Constantina, como esquecer? Ele da Austrália e ela do Chile. Porque eu tenho essa mania meio louca e impulsiva, de sair conversando com qualquer um na sala de espera do aeroporto. Coisa de aquariana, acho (ou só coisa de Fernanda mesmo). E quer saber? Nem ligo. Faz parte da minha espontaneidade!
Enfim, esse casal se conheceu enquanto Constantina estava na Austrália, e nunca mais se separaram. Moram em Sydney, mas ambos adaptam suas vidas para verem as famílias, em prol desse amor. A maneira como John falava da esposa era incrível; um brilho nos olhos, uma sinceridade que me  fez sorrir enquanto ouvia a história. “Fazem 20 anos que sou apaixonado por ela. Eu não podia e nunca deixaria ela ir”, disse. E era perceptível pelo cuidado que eles tinham um pelo outro, pelo zêlo, sabe? As mãos dadas que só se separavam em caso de emergência. Me fez até repensar e acreditar que é possível ter um amor assim, e viver uma velhice de parceria, amor e mãos dadas. Porque, no fim, é isso o que conta, né? Quem se importa de fato. E nessa viagem foi isso o que contou pra mim: cada sentimento verdadeiro que vi, cada comportamento humano, cada gentileza, cada pessoa que se esforçou para que eu entendesse  seu idioma quando precisei de informação. Ou seja: cada traço de espontaneidade.
Mas claro que ninguém é perfeito. Eu não tô aqui pra “profetizar” nada pra ninguém. Mas acho que cada um tem uma realidade de mundo, e é assim que enxergo a minha às vezes: meio defasada (perdida em aparências, talvez?), com déficit de sentir, de presença, ou  de sei-lá-o-quê. Pelo menos é isso o que mostram as redes sociais.
Por isso, eu mesma tento mudar isso e fazer o melhor de mim. Curto, compartilho, posto e ajo de acordo comigo mesma. Se estou triste, falo com um amigo de confiança. Graças à Deus tenho alguns poucos, mas de verdade. E sou dessas que não conseguem guardar as coisas para si (agora sim, deve ser coisa de Aquariana!).
Se estou feliz, comemoro à minha maneira tradicional: saio com os amigos, ouço música 25 horas por dia, leio um livro, grito, dou risada, tomo chuva, escrevo, sorrio. Certas reações a gente não consegue disfarçar. E não adianta disfarçar a tristeza como você disfarça seu cabelo desarrumado quando você acorda.  Porquê, uma hora, ele vai se mostrar tal como é. E o mesmo se dá com a vida: se você ficar mascarando e não fizer nada pra mudar, o problema vai continuar ali.
Qual a sua maneira de demonstrar felicidade? E de ser você mesmo? Confesso que, apesar de ter as minhas próprias, vivo numa busca constante atrás de novas. E esse texto nada mais é do que um caminho pra isso. Talvez com um pouco de reflexão filosófica de madrugada de menina, admito. Mas ainda assim, uma forma de expressão.


Enfim, a moral da história é essa: ache seu caminho alternativo. Pra ser feliz, pra sofrer em paz, pra alcançar um sonho, pra viver. E bote sua personalidade nisso, sua naturalidade, sua espontaneidade (Já falei que adoro esse lado humano das pessoas né? Já. Ok, Fernanda). Mostre sua real aparência, seu eu para o mundo; aquele eu fora do casulo e da redoma. E depois me conte o que mudou, quantos elogios recebeu, e quantos quilos de preocupação tirou das suas costas.


sábado, janeiro 24, 2015

Endereços e datas dos processos seletivos para admissão de novos voluntários.


Anexo I
Endereços dos processos seletivos:
(Veja o Edital aqui)

Datas e horários:

Cerquilho, Tietê e região: 08/02/2015 - Palestra
horário: 8h30 * para os que forem se inscrever no dia chegar no mínimo com 15 minutos de antecedência do inicio.

Mogi- Guaçu e região: 08/02/2015 - Palestra
horário: 8h30 * para os que forem se inscrever no dia chegar no mínimo com 15 minutos de antecedência do inicio.

Campinas e região: 01/02/2015 e 22/02/2015 - Palestra
Prazo: 20/02/2015
horário: 8h30 * inscrições até o dia 21/02/2015

Endereços:
Cerquilho
e-mail para: cerquilho@hospitalhacos.org.br
Av. Vinícuis Gagliardi, 1180
Nossa Senhora de Lourdes

Campinas
e-mail: secretaria@hospitalhacos.org.br
Avenida Império do Sol Nascento, 350
Jardim Aurélia (afiteatro do Hipermercado Enxuto)

Mogi-Guaçu
e-mail: mogiguacu@hospitalhacos.org.br
Sindicato dos trabalhadores nas indústrias de cerâmica de refratários, da construção civil, de estradas de terraplanagem, de montagens industriais e do mobiliário de Mogi Guacu e região.
Endereço: Travessa Américo Luiz Caveanha,nº 90 - Centro (ao lado do Cerâmica Clube - rua sem saída)


quarta-feira, janeiro 21, 2015

Vídeo tocante mostra a deficiência física vista pelos olhos das crianças

Realizar viagens espaciais e criar poderosas tecnologias parecem ser tarefas mais simples do que conviver com diferenças. Ainda hoje, a homofobia, o preconceito racial e o machismo são pautas de calorosas discussões, bem como a forma como enxergamos a deficiência física e mental. Criado pela Noémi Association, uma ONG francesa que auxilia pessoas deficientes, este vídeo vai fazer você pensar.

Em uma espécie de experimento social, pais e filhos foram convidados a assistir um vídeo no qual diferentes pessoas fazem caretas. Ambos deveriam imitar as caras e bocas que viam na tela. Muitas risadas depois, o vídeo mostra uma garota com deficiências múltiplas fazendo uma careta. E é justamente nesta cena que somos convidados a refletir sobre diferenças.

O que aconteceu? Dê o play, descubra você mesmo e comece a enxergar o mundo com o olhar de uma criança.



Fonte: Hypeness

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Prestação de contas: 4ª Caminha e Corrida - 2014 Corrida 2014

Prezados voluntários e amigos,

Segue prestação de contas da
4ª Caminha e Corrida, realizada em 07/12/2014:

A ONG arrecadou, entre a taxa de inscrição da caminha e da corrida, um total de R$ 27.435,00. E o valor arrecadado em patrocínios foi de R$ 18.000,00.

O total de despesas com a organização foi de R$ 22.738,21. O lucro obtido foi de R$ 22.696,69.
Esse valor será utilizado nas despesas mensais da ONG, e como reforço de caixa para o ano de 2015.

No total, foram 600 participantes.

Na sede administrativa estão disponíveis para consulta:

Livro de controle de vendas do bazar
Livro caixa

Cordialmente
Coordenação Geral da ONG Hospitalhaços

Prestação de contas: Jantar de 15 anos 2014

Prezados voluntários e amigos,

Segue prestação de contas do Jantar de 15 anos, realizado em 14/11/2014:

Foram vendidos 143 convites, entre o público externo e os voluntários, totalizando R$ 20.910,00. Com patrocínios foi arrecadado R$ 13.000,00. 

As despesas entre buffet, som, decoração e outros foi de R$ 26.910,75. 

O lucro obtido foi de R$ 6.999,25. Esse valor será utilizado nas despesas mensais da ONG. Duzentas pessoas participaram do evento!

Na sede administrativa estão disponíveis para consulta:

Livro de controle de vendas do bazar
Livro caixa

Cordialmente
Coordenação Geral da ONG Hospitalhaços

segunda-feira, janeiro 12, 2015

Empresa cria game dedicado a deficientes visuais


Um dos maiores atrativos dos games atuais é a qualidade gráfica nas telas. Mas como explicar o sucesso de um jogo que não utiliza gráfico nenhum? Esse é o caso do “A Blind Legend” (“Uma Lenda Invisual”, em português), onde o usuário usa exclusivamente a audição para se orientar pelo cenário imaginário.

O jogo conseguiu 43 mil euros de aporte através de uma campanha de crowdfunding, o que mostra o grande potencial de mercado para deficientes visuais e a disponibilidade do público em geral para novas possibilidades, pois o game não deixa a desejar para nenhum outro jogo tradicional no mercado com relação à qualidade.

O game conta a história de um cavaleiro medieval que perdeu sua visão e precisa atravessar uma floresta para libertar sua mulher que foi raptada por violentos sequestradores. Seus movimentos são controlados pelo toque na tela do aparelho móvel ou por um mouse de computador. Movimentos bruscos com os dedos simulam a utilização de uma espada.

Assista ao vídeo de demonstração feito pela empresa criadora do jogo, a Dowino, e se surpreenda também:




Fontes/Fotos: Hypeness

quarta-feira, janeiro 07, 2015

Ele dá aulas de 3 minutos em filas: conheça o professor da Escola de Rua

Um jovem para em frente à fila de um restaurante popular, tira uma lousa da mochila e começa a se apresentar. Os presentes se olham, acham estranha a intervenção repentina, mas logo ficam atentos.

"Olá, meu nome é Diego Macedo, tenho 25 anos e sou psicólogo. Hoje eu vim aqui para falar sobre a raiva", diz. "Ei pessoal, o que é a raiva? Por que a sentimos? Vocês já pararam para pensar nisso?", questiona.

Assim, de maneira espontânea, Macedo atraiu olhares interessados – e muitos outros desconfiados – de pessoas que aguardavam a vez na fila do restaurante popular Bom Prato de Santana, zona norte de São Paulo, que oferece almoço por 1 real. A reportagem o acompanhou em setembro deste ano.

"As aulas acontecem em qualquer lugar em que é possível ensinar. A ideia é tentar entender a rua como uma forma inclusiva de educação. Entender também que esse é um espaço de aprendizagem", resume o professor ao explicar o conceito do seu projeto, chamado Escola de Rua.

O jovem destaca que precisou criar um método para que suas aulas fossem mais eficientes. "Durante a primeira aula que dei na entrada do Bom Prato percebi que eu precisava ser bem sintético para transmitir aquilo que eu queria e não perder a fila. Foi então que calculei que eu tinha mais ou menos de dois minutos e meio a três para isso", diz.

As aulas de psicologia e filosofia podem ser gratuitas. Ou não. O pagamento depende da generosidade dos expectadores. O professor conta que sua arrecadação máxima foi R$ 40, após uma manhã de trabalho. "No final de tudo, eu sempre peço alguma ajuda para continuar o projeto e me manter. Uns dão um real, outros uma água. E assim vai indo", explica. Nos restaurantes populares, Diego costuma lecionar a partir das 10h30 e segue até a fila acabar.


Como tudo começou

A ideia de sair dando aulas pelas ruas da cidade surgiu em julho de 2014, enquanto Macedo frequentava um restaurante popular localizado na Lapa, zona oeste da capital paulista. Em suas idas ao bairro, sempre via um rapaz tocando violão para entreter os que aguardavam na fila.

"Foi aí que pensei: poxa, ele está fazendo uma arte. O que eu poderia fazer também para transmitir algo e tentar ganhar alguma coisa ao mesmo tempo?!". A partir desse questionamento, ele concluiu que dar aulas seria sua "arte' para as pessoas.

Segundo o professor, o projeto Escola de Rua foi tomando forma com a ajuda dos ensinamentos do curso de empreendedorismo social que realizou na escola Estaleiro da Liberdade, também em São Paulo. Ele diz que saiu de sua cidade natal, Petrópolis [Rio de Janeiro], e veio para São Paulo em busca de liberdade e autoconhecimento. Com pouco dinheiro e sem lugar para ficar na capital paulista, o rapaz conseguiu apoio do Estaleiro, localizado na região da Vila Madalena.   

"A ideia [do curso] é aprender a fazer aquilo que a gente gosta e tentar ganhar uma grana com isso também", explica.

Recentemente, o psicólogo conseguiu arrecadar R$ 5,335 no Cartase, plataforma de financiamento colaborativo. Com as contribuições, ele promete fazer com que a Escola de Rua atue por quase dois meses – além de conseguir custear sua estadia em São Paulo. Para manter cada dia de aula, são necessários R$ 100, de acordo com a proposta do projeto.

Além de manter a Escola de Rua, Macedo deseja ampliar a iniciativa e convida qualquer pessoa que queira dar aula nas filas, nas ruas, em praças e parques a entrar em contato com ele. Até setembro, já existiam 46 pessoas interessadas. A agenda das atividades é publicada na página do projeto no Facebook. 

"Isso tudo é a educação fora da caixa, fora de um ambiente fechado de salas, universidades. Todo mundo é um educador. Todo mundo que tem uma experiência para passar pode transmitir seus conhecimentos", conclui.

domingo, dezembro 28, 2014

Sencity, uma festa para surdos

No último sábado (20), aconteceu uma das festas mais intensas da cidade, a Sencity, promovida em São Paulo pelo Museu de Arte Moderna (MAM). Multissensorial, é dedicada, primeiramente, àqueles que não enxergam, não ouvem ou ambos, por promover sensações que são muito melhor percebidas por quem nasceu cego ou surdo. A balada, para maiores de 16 anos, não é diferente de outras, mas com certeza aguça sentidos a mais.

E como isso acontece? Uma pista tecnológica com a vibração das músicas ajudava-os a sentir o que estava rolando, enquanto equipamentos espalhavam cheiros diferentes, promovendo um tipo de aromaterapia, além de uma rede com saquinhos carregados de diferentes cheiros estar numa das portas, para que as pessoas os sentissem.

No chão de uma das salas, várias bexigas espalhadas podiam ser pisadas ou tocadas. Projeções feitas com o toque numa bateria também aguçavam os sentidos, enquanto uma barraquinha de smoothies naturebas trazia o frescor de diversos sabores misturados, gratuitamente, ao evento.

A linguagem de sinais tomou conta do pedaço e a festa abrigou pessoas de todos os jeitos possíveis, como cadeirantes, pessoas portadoras de síndrome de Down, famílias, idosos, crianças, gays, transsexuais, gerando uma mistura e inclusão incrível que poucos ambientes conseguem proporcionar. Na hora da fome, o público podia recorrer à feirinha gastronômica, que estava rolando na entrada do MAM.

A festa, importada da Skyway Foundation, na Holanda, acontece no Brasil desde 2011. O sucesso é certeiro e ainda se prolongará por muitos anos, com certeza. 


Fontes/Fotos: Hypeness

sexta-feira, dezembro 05, 2014

Corrida Hospitalhaços tem prazo prorrogado para inscrição e pelotão especial para deficientes

As inscrições para a corrida Hospitalhaços, que acontece neste domingo, dia 7 de dezembro, vão até o dia
6. O objetivo da prorrogação é dar a chance para que mais pessoas participem do evento que visa obter renda para a instituição que leva alegria e conforto para mais de cinco mil pessoas em hospitais públicos. 

Neste ano, o evento conta com a participação da atleta olímpica Zenaide Vieira e também com um pelotão para deficientes físicos, que poderão sair com 15 minutos de antecedência. Uma das participantes que aprovam esta iniciativa é Fernanda Pezim Ferreira, que corre com seu filho Danilo, cadeirante, há mais de cinco anos.

 INSCRIÇÃO
As inscrições para a 4ª Corrida e Caminhada Hospitalhaços podem ser feitas até o dia 6 de dezembro, sábado, pelo site www.hospitalhaços.org.br [1] ou diretamente na sede da ONG, na Av. Governador Pedro de Toledo, 507, Bonfim, Campinas, SP, de segunda a sexta, das 9h às 17h30 e sábado, das 9h às 12h. 

SERVIÇO:
 4ª CORRIDA E CAMINHADA HOSPITALHAÇOS DATA: 7 de dezembro de 2014, domingo 

HORÁRIO DA LARGADA: às 8h 
LOCAL: Portão 5 da Lagoa do Taquaral, Campinas - SP
VALOR: R$ 40 (caminhada) e R$ 60 (corrida)

INSCRIÇÕES: www.hospitalhacos.org.br [2] 
PRAZO PARA INSCRIÇÕES: até 6 de dezembro  
TELEFONE: (19) 3237-2603 e 3234-3076
E-MAIL: secretaria@hospitalhacos.org.br

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Fernanda e Danilo: mãe e filho unidos pelo esporte

Atletas mais que especiais garantem presença na Corrida e Caminhada Animada



Danilo tem 15 anos e é portador de paralisia cerebral grave. Entretanto, o fato de ser especial não deixou que as dificuldades o impedissem de levar uma vida normal. “É um menino, um filho como todos os outros”, diz a mãe Fernanda Terribile, de 42 anos. Mas uma coisa diferencia Danilo dos outros: a paixão pelo esporte.

Há aproximadamente um ano, mãe e filho correm juntos, ela empurrando a cadeira de rodas. A parceria começou por iniciativa de Fernanda, que adora atletismo e ainda pretende começar a correr também sozinha. Após muito procurar, encontrou por indicação da terapeuta de Danilo uma professora de educação física adaptada, e começou a treinar em média três vezes por semana. “No começo era difícil, eu passava mal. Mas eu queria tentar algo novo com o meu filho, algo prazeroso e que nos aproximasse”, conta a mãe. Depois de um tempo, começou um treino específico de corrida com um treinador profissional.

E foi de quilômetro em quilômetro, com muito esforço, que Fernanda e Danilo foram tomando gosto pela coisa. A primeira corrida foi de 3 km, a segunda de 5 km, que depois virou uma de 8 km, até chegar ao recorde deste ano, que pretende ser de 10 km. No total, foram aproximadamente dez corridas disputadas. No começo, a mãe revezava a cadeira de rodas com duas ou três pessoas, até dar conta de correr com Danilo sozinha. Com a prática do esporte, ela percebeu logo as primeiras diferenças: “Ao invés de ficar agitado como eu previa, ele se tranquilizou. Essa tranquilidade ajudou na hora de dormir e percebi também que durante o dia ele ficava mais alegre, sorria mais”, afirma Fernanda.

Na escola, a diferença também foi perceptível. Danilo estuda numa sala especial regida por professor especializado, em uma escola estadual de Campinas. Durante as aulas, o menino ficou mais participativo, se esforçando mais para mexer as mãos e tocar os amiguinhos.

A maior surpresa da mãe foi o gosto do filho pelo esporte. “Foi através disso que me aproximei mais dele, que conheci ele melhor, que aceitei de fato o Danilo. Claro que poderia ser legal, mas eu não tinha certeza. Sentia no coração que eu devia, e fui!”, conta a mãe. E agora, mãe e filho se encontram na expectativa de disputar a 4ª Corrida e Caminhada Animada Hospitalhaços, que acontecerá no próximo dia 7, confiantes de bons resultados. “Vamos dar o nosso melhor”, diz Fernanda, alegre.


A paralisia cerebral se iniciou logo no nascimento de Danilo: o menino dormia mal, se alimentava mal, escutava mal e se movimentava mal. De repente, os pais se viram com medo: não sabiam o que fazer e tinham consciência de que a rotina iria mudar totalmente. “No começo é sempre difícil de lidar com a situação. É complicado explicar sempre pras pessoas que seu filho é diferente”, conta Fernanda. E foi por isso que ela decidiu criar um blog. Depois de várias internações, infecções e três cirurgias, Fernanda juntou seus desabafos e preocupações de mãe com dicas gerais de acessibilidade, rotina, treinamento e alimentação, para compartilhar o que aprendeu com outras mães em situação semelhante. Logo colheu os frutos: quase 16 mil seguidores no Facebook e outros milhares no Twitter e no  Instagram, além de muitas mães apoiando e se identificando com as postagens.

As participações nas corridas e a repercussão nas redes sociais fizeram Danilo inspirar muitas mães, pais e portadores de paralisia cerebral ao redor do Brasil. Além disso, Fernanda nunca se conformou com a realidade, sempre tentando buscar mais informações e alternativas para uma melhor qualidade de vida. Somado a isso, o cuidado, empenho e zelo de mãe se fizeram fatores fundamentais. É como ela própria diz, orgulhosa: “Dandan já transformou, não sei se a vida de muitos, mas certamente a essência de alguns de nós!”.




Fontes: Entrevista com a mãe, Fernanda Terribile e site Somos Especiais 
Fotos: Júlio César Costa e site Somos Especiais

segunda-feira, dezembro 01, 2014

Corrida e caminhada agita o final de semana em Campinas


4ª edição do evento será dia 7 de dezembro, com renda 100% revertida para a instituição que leva alegria para milhares de pessoas no ambiente hospitalar

Já estão abertas as inscrições para a 4ª edição da Corrida e Caminhada Animada Hospitalhaços, evento solidário que será realizado no primeiro domingo de dezembro, em Campinas. A prova terá largada no portão 5 da Lagoa do Taquaral, às 8 horas, e contará com um único percurso de 5 Km para as modalidades corrida e caminhada.

Todos os participantes receberão medalha e os três primeiros colocados nas categorias masculino e feminino ainda levarão um troféu para casa. As inscrições devem ser feitas até o dia 3 de dezembro pelo site ou direto na sede da ONG para que os atletas e participantes possam escolher o tamanho correto da camiseta e retirar o kit.

O valor da inscrição para a corrida é de R$ 60 e para a caminhada, R$ 40. O pagamento pode ser feito por PagSeguro ou depósito bancário identificado. O kit atleta conta com chip, camiseta, barra de cereal, água e frutas. O evento tem o apoio e patrocínio das empresas Germed e Unimed, além de órgãos públicos como a Secretaria do Esporte, Sanasa, Setec e Emdec.

Completando 15 anos de atuação em novembro deste ano, a Hospitalhaços acaba de entrar para o RankBrasil pelo recorde de maior número de palhaços humanizadores em hospitais. O objetivo da corrida é arrecadar fundos para que a ONG continue seu trabalho e que os 365 voluntários possam continuar levando dignidade, amor e alegria para o ambiente hospitalar.

Inscrição

As inscrições para a 4ª Corrida e Caminhada Hospitalhaços podem ser feitas até o dia 3 de dezembro, quarta-feira, pelo site www.hospitalhaços.org.br ou diretamente na sede da ONG, na Av. Governador Pedro de Toledo, 507, Bonfim, Campinas, SP, de segunda a sexta, das 9h às 17h30 e sábado, das 9h às 12h.

Retirada do kit

Os participantes devem retirar o kit pessoalmente na sede da ONG:

Dias 4 e 5, quinta e sexta, das 9h às 19h
Dia 6, sábado, das 9h às 15h


Serviço:

4ª Corrida e Caminhada Hospitalhaços
Data: 7 de dezembro de 2014, domingo
Horário da Largada: 8h
Local: Portão 5 da Lagoa do Taquaral, Campinas - SP
Valor: R$ 40 (caminhada) e R$ 60 (corrida)
Inscrições: www.hospitalhacos.org.br
Prazo para as inscrições: até 3 de dezembro
Mais informações: (19) 3237-2603 e 3234-3076
E-mail: secretaria@hospitalhacos.org.br

domingo, novembro 30, 2014

Sobrevivente de câncer transforma remédios em bijuterias para pagar tratamento

Criar bijuterias com comprimidos foi a saída encontrada pela norte-americana Susan Braig, 64 anos, para quitar as dívidas médicas contraídas desde que foi diagnosticada com câncer de mama, em 2004.

A ideia veio quando teve de comprar a primeira medicação contra os efeitos colaterais da quimioterapia, que custou US$ 500. “Eu olhei para a entrega da farmácia e depois para as pequenas pílulas e me perguntei se eram pedras preciosas”, lembra.

Três anos depois, Susan participou de uma exposição artística que tinha a medicina como tema. Criou um cartaz que imitava uma publicidade da joalheria Tiffany & Co. A diferença era que, no lugar de diamantes e rubis, ela colocou medicamentos que usava para combater o câncer.

“Meu câncer de mama está em remissão, mas as minhas dívidas viraram metástase, porque minha apólice de seguro não cobre muitos dos meus tratamentos. Agora eu tenho que vender remédios para pagar minhas contas médicas. A saúde no país não deveria ser um item de luxo.”


Por: Fernanda Lagoeiro
Fontes/fotos: Quem Inova

quarta-feira, novembro 26, 2014

15 anos de humanização hospitalar



A união do sorriso do palhaço com a alegria de adultos e crianças. O resultado dessa conta não é matemática, nem lógica. O fruto dessa soma é amor, alegria e solidariedade: é a Hospitalhaços, que completa 15 anos dedicados a humanização de hospitais em Campinas e região. 

Uma história que começou a ser escrita por Walkiria Camelo em 1999, quando iniciou sua atuação no Hospital de Clínicas da Unicamp. No ano seguinte, ela assumiria a direção e coordenação geral do projeto e ganharia parceiros importantes. Em pouco tempo, houve a ampliação do trabalho no HC e o início da atuação no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. 

Em 2002, mais três unidades hospitalares foram beneficiadas com as atividades da ONG. O Hospital Municipal de Sumaré foi o primeiro a ser favorecido com uma brinquedoteca e oficina de artes.  Nesse ano, a organização recebeu dois grandes prêmios: o Hebert de Souza (Betinho), concedido pela Câmara Municipal de Campinas; e o Prêmio Projeto Cidadão, pelo Grupo RAC e CPFL à Walkiria Camelo, que também recebeu o título de cidadã campineira, oferecido pela Câmara Municipal de Campinas.

Em 2003 e 2004, a Hospitalhaços estabeleceu parcerias e ampliou ainda mais os atendimentos e as implantações de brinquedotecas. Em 2005, a ONG ultrapassou as fronteiras de São Paulo, foi para o Recife e até hoje conta com uma brinquedoteca no Hospital Restauração. 

O ano de 2006 foi marcado por mais uma conquista: a organização foi declarada Órgão de Utilidade Pública em Campinas (N.° 12.703). Enquanto a atuação dos palhaços e outros voluntários se estendia pela região, surgiam novas ideias para consolidar ainda mais o trabalho da Hospitalhaços. Em busca de subir cada vez mais degraus, foi realizado o primeiro Bingo Solidário em 2007 e, no ano seguinte, o primeiro Jantar Beneficente. 

As novidades não pararam por aí. Em 2009, surgiu a necessidade de profissionalizar e divulgar ainda mais o trabalho dos voluntários. Por isso, foi criado e consolidado o Departamento de Comunicação. Além disso, Mario Eduardo Paes assumiu a Coordenação Geral de Campinas e Região, enquanto Walkiria Camelo passou a administrar o projeto no Hospital em Recife.

Em 2010, o reconhecimento desse trabalho rendeu o diploma de “Honra ao Mérito”, oferecido pela Câmara Municipal de Campinas.  Nesse ano, foi criada a coordenação de treinamento, mais um passo importante para consolidar a atuação dos voluntários.

Ao longo dos anos, a Hospitalhaços trabalhou a todo vapor, criou novos núcleos para ajudar na administração, como a instituição das coordenações de brinquedoteca no ano de 2012 e da equipe de palhaços, em 2013. Com o aumento do número de voluntários, novas ideias tomaram forma. Nesse ritmo, os eventos promovidos pela ONG não pararam de crescer, foi assim com o Bingo Solidário, o Jantar do Bem, a Pizza do Bem, o “Arraiá”, Corrida Animada e agora a peça teatral Clap Clown.

Aliás, 2013 foi fundamental para a história da ONG. Várias conquistas foram alcançadas como, por exemplo, a aquisição de um automóvel modelo S10, apelidado de “viatura do bem” – essencial para o transporte de doações. E para melhorar o ano, a coleção de prêmios da organização aumentou ainda mais: recebeu o "Staff de Ouro", na categoria "Trabalho Social", entregue pela Revista STAFF; e o Prêmio "Mérito Artístico, Inclusão Social e Humanização Hospitalar", oferecido pelo CIS - GUANABARA/PREAC/UNICAMP.

Nesse período, ocorreu a reforma da sede da ONG e do bazar – uma das principais fontes de renda da Hospitalhaços. O ano passado significou muito também nesse quesito, porque foram captados, parcialmente, os recursos da Lei Rouanet para o aprimoramento do trabalho de todos os voluntários.

Já em 2014, mais um feito veio para coroar com estilo essa trajetória repleta de amor, humor, solidariedade e grandes conquistas. A Hospitalhaços bateu recorde e entrou para o RankBrasil.  Hoje é a ONG que mais tem palhaços humanizadores: são 365, o maior número de voluntários desse segmento no país, espalhados por 18 hospitais em Campinas e região.

Uma frase define toda essa linda história: “valeu a pena!”. Que venham mais e mais anos de trabalho voluntário em prol do amor ao próximo!

Confira algumas fotos retrospectivas abaixo.


Jornalista da Equipe de Comunicação da ONG Hospitalhaços


Festa de comemoração 9 anos da ONG
Festa dia das Crianças, Hospital Celso Pierro, 2009
Evento "Medicão" 2009
Festa de Páscoa, Hospital Celso Pierro, 2010
Festa Fenil, Centro Boldrini, 2010





         
Recanto dos velhinhos, 2010
Festa Julina 2010
Arraiá "Nhô Tonico" praça Arautos da Paz, 2010
MC Dia Feliz 2010
Bingo Solidário 2010

Jantar de coemoração 11 anos, 2010
1.° Corrida e Caminhada Animada












Hospital Municipal Dr. Mario Gatti, 2012
Hospital de Clinicas da Unicamp, 2012
Hospital Municipal de Americana, 2012
Centro Boldrini, 2012
Festa Junina, 2012
CAISM, UNICAMP, 2012
Hospital Municipal Ouro Verde, 2012
Hospital Estadual de Sumaré, 2012
Santa Casa de Valinhos, 2012
1.° Feijuca do Bem, 2012




Jantar de comemoração 13 anos, 2012

Pizza do Bem, 2013
Bingo Solidário, 2013
Jantar Dançante, 2013


Bingo Solidário, 2014
Arraiá, 2014
Jantar de Comemoração 15 anos, 2014