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quinta-feira, agosto 27, 2015

Entrevista: “O palhaço e o seu repertório” por Adelvane Néia

Olhar para si mesmo e se mostrar para o outro sem medo. Essa é uma das técnicas que Adevalne Néia ensina aos voluntários nos módulos de treinamentos da ONG Hospitalhaços. 

Desde 1989, a atriz tem contato com o universo clown e foi nessa época que encontrou dentro de si a palhaça Margarida. Ela é mais uma das convidadas do 1º Congresso de Palhaços Humanitários e ministrará a oficina “O palhaço e seu repertório”. Nesta entrevista, ela revela um pouco da sua história como atriz e os ensinamentos que passa aos alunos que desejam encontrar o seu palhaço interior. Confira!

Como surgiu a palhaça Margarida?

A palhaça Margarida surgiu em uma iniciação na linguagem em um retiro de 12 dias de trabalho, na Fazenda Vale Formoso, em Louveira (1989). Esse retiro era realizado pelo Lume Teatro, na batuta do Monsieur Luis Otávio Burnier, uma experiência inesquecível, mágica e um divisor de águas em minha trajetória como atriz. Nessa época, eu não tinha familiaridade com o universo do clown e muito menos imaginava tornar-me uma palhaça. Foi pelo convite do amigo e ator Carlos Simioni, que integrante do grupo e também candidato à paspalho, que este novo horizonte me foi revelado. 

Quais os principais ensinamentos que passa aos seus alunos para que eles encontrem o palhaço de cada um?

Em primeiro lugar, trabalho a escuta de si e do outro, os aprendizes chegam com muita ansiedade e isso costuma atrapalhar o processo. Outro ponto é tentar aguçar os sentidos e os encorajar a se mostrar para o outro, sem medo. Procuro ensiná-los a fazer uma coisa de cada vez, proponho jogos simples e aponto caminhos para a percepção do seu corpo, aprender a lidar com ele e os convido a entrar em contato com as dificuldades e tentar superá-las. Isso parece pouco, mas para mim esses pontos são a base para a construção da figura do palhaço.

Tecnicamente, existem diferenças entre o ator palhaço e o palhaço humanitário. Durante a formação, como isso deve ser desenvolvido?

Não costumo fazer distinção, a técnica que costumo aplicar é a mesma para ambos.  No meu entendimento, o palhaço já é em si um humanizador.

Qual o maior desafio ao formar um palhaço?

É ter o entendimento de cada voluntário em sala de trabalho e em tão pouco tempo. É conseguir captar a essência de cada um para que eu possa apontar caminhos. Ainda não trabalhamos com o ideal, a periodicidade de cada turma é pequena, meu desafio é encontrar uma metodologia coerente e eficaz.

Você apresentará a oficina “O palhaço e o seu repertório” no Congresso de Palhaços Humanitários.  Por favor, fale brevemente sobre o assunto.

Será uma assessoria com técnicas aplicadas em meus cursos e oficinas. São técnicas na construção de um repertório pessoal e jogos de improvisação.

Você participa e auxilia nos treinamentos para palhaços na ONG Hospitalhaços. Como desenvolve o seu trabalho na organização?

Desenvolvo em dois módulos distintos nos finais de semana. O trabalho é prático e tem o objetivo de dar ferramentas para a atuação de cada um nos hospitais. Procuro fazer com que eles entendam que a construção da figura do palhaço deve ser a partir de si e, o mais sincero e verdadeiro possível, sem medo de ser e estar diante do outro. 







Quer conhecer um pouco mais do trabalho da Adelvane Néia? Clique aqui

Sobre o Congresso

A ONG Hospitalhaços realiza em setembro o 1º Congresso de Palhaços Humanitários, em Campinas (SP). O objetivo é promover um encontro que reúna diversos grupos que já trabalham com a humanização hospitalar por meio da figura do palhaço ou que pretendem formar um grupo.
A programação inclui oficinas, palestras, grupos de discussão, cabaret e baile de palhaços!

Para se inscrever e conhecer a programação completa, clique aqui.

Luciana Pansani
Jornalista da Equipe de Comunicação da ONG Hospitalhaços

quarta-feira, agosto 26, 2015

Lei obriga presença de palhaços em hospitais infantis em Buenos Aires

O projeto social do médico americano Hunter "Patch" Adams chegou à Argentina. A ideia dele, que ficou famosa no filme protagonizado por Robin Williams em 1998, consistia em adotar métodos não convencionais para curar doenças, como usar palhaços para melhorar o bem-estar dos pacientes.

Agora, os hospitais da província de Buenos Aires, a maior da Argentina, terão de contar com palhaços nos hospitais para humanizar o tratamento com crianças doentes, de acordo com uma nova lei promulgada na última quarta-feira.

Cada serviço de terapia pediátrica deverá oferecer 'palhaços hospitalares'.

"O palhaço de hospital será aquela pessoa especialista na arte de ser palhaço e que reúna as condições e requisitos para o desenvolvimento dessa tarefa em hospitais públicos provinciais e municipais", diz a lei, que não especifica se o palhaço precisa necessariamente ser um médico.

'Desdramatizar'

Segundo a ONG Payamédicos, existem cerca de 2 mil profissionais realizando essas tarefas em centros médicos da Argentina e do Chile com narizes laranjas – o vermelho lembra o sangue, dizem – e roupas que se assemelham aos jalecos dos médicos.

Entre os objetivos dos palhaços está contribuir para a saúde emocional do paciente hospitalizado, 'desdramatizar' o espaço de tratamento e oferecer momentos de distração através do riso, da música e da fantasia.

Há anos, os "Payamédicos" trabalham no Hospital das Crianças e em outros centros hospitalares de Buenos Aires.

"A capacidade do riso melhora o ato médico e isso tem sido comprovado cientificamente que o córtex cerebral libera impulsos elétricos negativos um segundo depois que começamos a rir e que, quando rimos, o cérebro emite informações necessárias para ativar a liberação de encefalinas (que aliviam a dor", segundo um dos autores da lei, Darío Golía.

No Brasil, ainda não há uma lei específica sobre isso, mas existem diversos projetos espalhados pelo país com o intuito de levar alegria a pacientes nos hospitais. O Doutores da Alegria é o maior deles, que existe há 23 anos e leva palhaços para hospitais em todo o país para qualificar a experiência de internação dos doentes. A Hospitalhaços é outro projeto similar, que reúne palhaços com esse mesmo objetivo desde 1999.

Fonte: BBC

terça-feira, agosto 25, 2015

Entrevista: “Trabalhando com o Voluntariado” por Márcia Beatriz

Para Márcia Beatriz Osório, compreender que faz parte de uma coletividade é característica essencial de um trabalhador voluntário. 

No 1º Congresso de Palhaços Humanitários, que acontece entre os dias 5 e 7 de setembro, a professora e assistente social apresentará aos participantes do evento sua palestra “Trabalhando com o Voluntariado”. Por meio de sua ampla experiência em gestão de projetos com voluntários, ela mostrará a importância do treinamento, da perseverança, do bom senso e do espírito de equipe que devem sempre estar presentes nesse tipo de trabalho. 

A entrevista a seguir mostra um pouco do que será apresentado. Confira!

Sua palestra no Congresso de Palhaços Humanizadores será “Trabalhando com o Voluntariado”. Por favor, fale brevemente sobre a palestra e o que será apresentado aos espectadores?

O meu objetivo será investir para que a percepção de cada espectador sobre o trabalho que realiza fique ampliada, tanto em importância, quanto na capacidade para influenciar os resultados. Que perceba também que esta responsabilidade, para que seja bem realizada, exige treinamento, perseverança, bom senso e espírito de equipe. 
               

O que te fez trabalhar com assistência social e como começou o seu trabalho com o voluntariado?

Um ideal político. Agir de forma coordenada, embasada  conceitual e metodologicamente em prol da comunidade. Não iniciei o trabalho voluntário na juventude. Foi por conta da atividade profissional que exercia. Estimulando que outros o fizessem, senti vontade de realizar.   


Na sua opinião, qual é a principal essência de um voluntário?

Compreender que faz parte de uma coletividade. Que qualquer ação realizada gera repercussão para todos. Os castelos protetores e geradores de imunidade não existem.

Qual a importância de se incentivar o voluntariado na sociedade brasileira?

É importante compreender o trabalho voluntário de uma forma mais ampla e expressiva. Todos convivemos grande parte de nosso tempo no espaço comum, portanto temos a contribuir e usufruir. 

O tema voluntariado é extremamente enriquecedor e desafiante. A riqueza está relacionada ao caráter motivacional, ingrediente básico para que a ação se efetive. Agir em prol de causas e pessoas, mesmo sem conhecê-las. Um desejo de que a humanidade evolua, se desenvolva. O desafio atribuo à necessidade de investimentos que acelerem a compreensão do brasileiro em relação ao foco do trabalho voluntário, ainda hoje muito associado a  sua origem no país, onde os pilares são a religiosidade e a ação voltada para os oprimidos. 

Quais as principais características que um voluntário deve ter ao abraçar uma causa? Aliás, como escolher o trabalho ideal?

A realização do trabalho voluntário é permeada por uma relação de respeito e confidencialidade. Para tal, o bom senso, a capacidade para executar as ações e o desejo de trabalhar em equipe são fundamentais. 

É importante que o voluntário saiba o objetivo da causa em que irá investir. Quais são os resultados esperados? Indo em busca da efetivação dos respectivos resultados. 

A escolha do trabalho está relacionada a uma identificação com a causa, a condição de realizar o que foi contratado e a satisfação pelas entregas que realiza.      
  
A ONG Hospitalhaços tem vários tipos de voluntários que trabalham na administração, comunicação e, principalmente, em hospitais por meio dos palhaços. Como vê o trabalho da ONG?

Um trabalho que exige muito preparo. A proximidade do cômico ao ambiente hospitalar é um desafio e tanto. Dosar o tamanho da alegria a ser ofertada, considerando a vulnerabilidade de cada caso é algo a ser feito com muita maestria. Isto sem mencionar as questões burocráticas, financeiras, de gestão.  
A equipe de profissionais da organização tem investido suor, lágrimas e risos para tal, tem transposto grandes desafios e obtido resultados à altura.    
   

Sobre o Congresso

A ONG Hospitalhaços realiza em setembro o 1º Congresso de Palhaços Humanitários, em Campinas (SP). O objetivo é promover um encontro que reúna diversos grupos que já trabalham com a humanização hospitalar por meio da figura do palhaço ou que pretendem formar um grupo.

A programação inclui oficinas, palestras, grupos de discussão, cabaret e baile de palhaços!

Para se inscrever e conhecer a programação completa, clique aqui.

Luciana Pansani
Jornalista da Equipe de Comunicação da ONG Hospitalhaços

sexta-feira, agosto 21, 2015

Luís Godoy: “Por trás da máscara vermelha”

Luís Godoy é o convidado da Hospitalhaços para ministrar a oficina “Por Trás da Máscara Vermelha”, no 1º Congresso de Palhaços Humanitários, que acontecerá em Campinas de 5 a 7 de setembro. Ator, palhaço e pesquisador da linguagem da comicidade, especializado na linguagem do clown e o jogo, com pesquisas premiadas.

Nesta entrevista, a primeira da série, Luís revela um pouco  de sua história, de como se descobriu palhaço, do seus projetos e também conta um pouco sobre a oficina que oferecerá no congresso.


Conte um pouco sobre sua formação e os caminhos que te levaram a estas escolhas.

Sou palhaço tem 10 anos, mas antes da palhaçaria conheci o teatro, trabalhei um tempo com a arte da cena e a partir dela conheci o palhaço. Acreditando no amor e no papel transformador da arte, passei a dedicar-me a arte humanitária, em que por meio do palhaço pude concretizar atos de maneira direta e com um impacto muito mais abrangente, rodando por cerca de 12 estados brasileiros e 14 países ao redor do mundo, onde também passei a levar o palhaço ainda mais a sério, realizando estudos dentro da UNICAMP, que inclusive renderam premiação em âmbito acadêmico.

Qual é a sua formação?

Atualmente, sou aluno especial pelo programa de mestrado, Interdisciplinar em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, aluno coordenador do curso de extensão em arte circense e responsável pelo Grupo de Estudo e Pesquisa na Arte do Clown e integrante e idealizador do Grupo Interdisciplinar em Estudos e Pesquisas Aplicadas ao Jogo – GIEPAJ da Faculdade de Ciências Aplicadas da UNICAMP.

Estudei Clown Universidad Politecnica de Madrid e Comicidade Física na Universidade de Santiago de Chile.  E também faço parte da diretoria da Associação Brasileira de Malabarismo e Circo – ABRAMALA.

Iniciei a carreira de ator em 2000, desde então atuo em diversos grupos, entre eles: Medicina do Riso e Palhaços Sem Fronteiras/Payasos Sin Fronteras (Espanha).

Hoje pesquiso o palhaço de maneira mais profunda, podendo disseminar o conhecimento com textos e artigos acadêmicos, que são aplicados em oficinas, intervenções e espetáculos realizados pelo Brasil e pelo mundo.

Fale um pouco sobre os cursos que fez fora do país. Pode explicar o que é comicidade física?

Na Espanha e no Chile, estudei em duas universidades "Universidad Politecnica de Madrid" e "Universidad de Santiago de Chile". Dentro da universidade participei de alguns estudos específicos na área de expressão corporal e teatro cômico, onde utilizamos técnicas corporais para a construção do arquétipo do personagem cômico.

Todo corpo é cômico/risível, segundo Bergson: "No hay comicidad fuera de lo propiamente humano. Un paisaje podría ser hermoso, armonioso, sublime, insignificante o feo, pero nunca será risible. Nos reiremos de un animal, pero porque habremos descubierto en el una actitud de hombre o una expresión humana." Tradução livre: “"Não há comicidade além da própria humanidade. A paisagem pode ser bonita, harmoniosa, sublime, insignificante ou feia, mas nunca será risível. Nós rimos de um animal, mas porque descobriram em uma atitude de homem ou expressão humana. "

O palhaço/clown não é a representação do que sou, mas sim, sou, ou seja, expresso as características específicas do ser que me é próprio, o quanto mais próximo de mim, mais risível eu serei, o que faz rir são meus traços de humanidade, é isso que causa a identificação.  Por que se rí? Porque se identifica, por esse motivo na maioria das vezes o riso é intraduzível.

Como surgiu o Medicina do Riso?

O Medicina do Riso surgiu em 2005. Em meados de 2003, um amigo me contou que ia às ruas, prisões e hospitais tocar canções para as pessoas. Ao pesquisar, descobri que trabalhos como esse já eram desenvolvidos pelo mundo, então iniciei o Medicina do Riso, levando o trabalho que eu já desenvolvia como ator para inúmeros espaços. Os primeiros trabalhos desenvolvidos pelo Medicina do Riso foram na ruas, realizamos intervenções, apresentações, oficinas de circo e fomos ganhando cada vez mais espaço, até que em 2010 iniciamos um trabalho por todo território nacional e em 2012 a nível internacional. Hoje o nosso foco são expedições de palhaços para inúmeras regiões pelo Brasil e pelo mundo.

Existe diferença entre clown e palhaço? Se sim, pode explicar?

Segundo Luis Otávio Burnier, "clown e palhaço são termos distintos para designar a mesma coisa. Existem, sim, diferenças quanto às linhas de trabalho". O que busco e pesquiso é uma linha ontológica, onde trabalho na exposição do ser que me é próprio, não acredito no palhaço como a representação, mas sim como a verdade, o meu palhaço é nada mais, nada menos do que eu, com pontos característicos específicos ao qual exponho e que por meio da identificação da máscara do palhaço são aceitos socialmente.

Qual a sua relação com a ONG Hospitalhaços? Como a conheceu?

A relação que tenho com a Hospitalhaços é devido ao trabalho que desenvolvo, como ministros muitos cursos e estudos na área, na maioria das vezes voluntários do grupo estão presentes em oficinas e apresentações. Além também do grande carinho que tenho pelo grupo. Conheci a Hospitalhaços através de alguns conhecidos e amigos que integravam o grupo, a partir daí tomei conhecimento do trabalho (e isso já faz um bom tempo (risos)).


Porque é importante a figura do palhaço para a humanização hospitalar?

O palhaço rompe com alguns paradigmas, consegue alcançar as pessoas em suas características mais subjetivas. A humanidade presente no palhaço causa identificação imediata, a sua exposição mostra o quão frágil somos e o quanto nos escondemos atrás da casca do "ser humano inviolável", e ao ver o palhaço vemos também o quanto somos vulneráveis e passíveis de erros, medos, dores e tudo o que nos atinge diretamente.

Portanto, o palhaço transcende os limites dos espaços circo e teatro. É fundamental que o palhaço esteja cada dia mais inserido em meio a sociedade, ele não é a cura ou o remédio, ele faz parte do meio, parte fundamental para que olhemos para dentro de nós mesmos e assim aprendamos a nos aceitarmos e nos respeitarmos, para que assim, possamos também aceitar e respeitar ao outro.

Fale um pouco sobre a oficina que apresentará no Congresso. O que há por trás da máscara vermelha?

 A oficina "Por Trás da Máscara Vermelha" é uma oficina que vem desde o começo do meu trabalho como palhaço, foi ministrada em diversos países entre Europa e América do Sul. Nela, trabalho com referências filosóficas, onde busco por meio do teórico poder aplicar e extrair pontos característicos e subjetivos dos participantes com jogos cênicos, psicodrama e muita expressão corporal.

A oficina tem por objetivo dar possibilidade de jogar e entender o que se joga e porque se joga, jogando com o outro, mas antes de mais nada entender o jogar consigo mesmo. O palhaço pode ser belo e esplêndido, mas para isso, precisa aceitar o feio e o grotesco, e dentro desse contexto entender que a derrota nem sempre é tão ruim como pensamos. Afinal, é uma grande vitória aceitarmos as nossas derrotas.

Todo mundo pode ser palhaço ou todo mundo tem um palhaço dentro de si?

Te diria o seguinte, o palhaço está na disposição de "ser", pensando ser como citei acima, uma concepção ontológica. Se eu estiver disposto a olhar para eu mesmo e aceitar aquilo que sou e aceitar as minhas tolices, o meu ridículo, se eu passar a encarar isso de frente, então sim, eu estarei disposto! Uma tarefa fácil? Não, longe disso, não basta expressar gestos e piadas aleatórias, isso não te faz um palhaço, isso te faz uma representação daquilo que você vê como palhaço e acaba reproduzindo. Por isso, a tarefa vai muito além do fazer rir, antes de qualquer coisa eu tenho que me preocupar em ser e, a partir disso, o rir ou não rir acontecerá.





Sobre o Congresso

A ONG Hospitalhaços realiza em setembro o 1º Congresso de Palhaços Humanitários, em Campinas (SP). O objetivo é promover um encontro que reúna diversos grupos que já trabalham com a humanização hospitalar por meio da figura do palhaço ou que pretendem formar um grupo.

A programação inclui oficinas, palestras, grupos de discussão, cabaret e baile de palhaços!

Para se inscrever e conhecer a programação completa, clique aqui.


Jornalista da Equipe de Comunicação da ONG Hospitalhaços 


segunda-feira, agosto 17, 2015

Domingo animado: confira o que rolou na 5ª Corrida e Caminhada Animada

No último dia 16 de agosto, aconteceu a 5ª edição da Corrida e Caminhada Animada da Hospitalhaços, mais uma vez o percurso foi realizado no Parque Portugal (Lagoa do Taquaral), em Campinas (SP). Neste ano, foram mais de 800 participantes, entre eles 550 eram corredores - pessoas de diversas idades que exerceram uma atividade saudável em um domingo ensolarado. 

Entre os participantes da corrida estava o presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Gustavo Merlo, que destacou a necessidade das pessoas com deficiência participarem mais desse tipo de evento, declarou a importância da socialização e que a prova é um momento de superação em que se vence o próprio preconceito. Merlo esbanjava bom humor e simpatia, disse que fará o possível para que mais pessoas com deficiência participem e já garante a sua presença na sexta edição.



O pesquisador de análises clínicas Samuel Guerra Filho, 59 anos, participou pela primeira vez da Corrida e foi motivado pela academia de ginástica. Também esteve presente o nosso palhaço voluntário José Roberto Caruso que todo ano busca superar seus recordes. Segundo ele, nessa edição, mais uma vez foi o “melhor palhaço classificado”. E não estava sozinho, a alegria contagiante de outros palhaços humanitários marcou presença no evento.

Nesse ano, a Corrida e Caminhada Animada também contou com a presença do secretário de esportes de Campinas, Dário Saadi, que fez a entrega dos troféus aos vencedores e para o maior grupo de corrida.

Os vencedores foram:



[1º feminino] – Alida Oliveira com o tempo de 00:20:54”;
[2º feminino] – Adriana Burato com o tempo de 00:21:25”;
[3º feminino] – Rosangela Calastro Silva com o tempo de 00:22:05”.



[1º masculino] - Célio Nogueira com o tempo de 00:16:19”;
[2º masculino] - Cristiano Viana com o tempo de 00:16:41”;
[3º masculino] - Amon Henrique Fonseca Barbosa com o tempo de 00:17:30”.



Maior Grupo de Corrida: GRUPO BEUMER.


Veja aqui o ranking completo da competição. 


Atualmente, atendemos 22 unidades hospitalares com as equipes de palhaços humanitários e 4 brinquedotecas. Toda a renda arrecadada com o evento será revertida para os projetos e treinamentos para a formação e suporte dos nossos voluntários.

Agradecemos aos nossos patrocinadores e apoiadores:

Unimed Campinas (patrocinador);
Laboratório Aspen (patrocinador);
Veja Tintas (patrocinador);
Grêmio Dow Corning (patrocinador);
Circulo Militar (patrocinador);
Outdoor Campinas (patrocinador);
Sanasa (apoiador);
Secretaria de Esportes e Lazer (apoiador);
SETEC (apoiador);
EMDEC (apoiador);
Joe&Leo´s (apoiador).









Quer mais imagens do evento? Clique aqui e confira! 

Fotos: 
Mariane Quaglia Pinheiro, Julimar Oliveira e Bruno Villas Boas

Texto: 
Wagner Wilson Mageste
Coordenador da Equipe de Comunicação da ONG Hospitalhaços

quarta-feira, agosto 12, 2015

Jovem brasileiro muda a vida de comunidades na África com fotografias

Aos 31 anos, o paulistano Bruno Feder está transformando a vida de dezenas de pessoas na África rural com seu trabalho.

Há um ano e meio, ele reverte todo o ganho com suas fotos tiradas na África para melhorar a vida de comunidades em Uganda e no Sudão do Sul.

Em 2013, enquanto fazia o curso no ICP (International Center of Photography), em Nova York, conheceu Louise Contino, uma fotógrafa que estava prestes a embarcar para Wanteete, comunidade rural a cerca de 150 km da capital de Uganda, Kampala. Uma vila de 3 mil pessoas sem saneamento básico, médicos ou água limpa.

A viagem era para ensinar 15 moradores de lá a contarem histórias por meio de registros fotográficos e Feder foi junto como assistente.

Ao voltar para o Brasil o jovem não pensou duas vezes. Vendeu suas fotos e em 2014 voltou lá e com o dinheiro arrecadado de 27 imagens comprou 600 lápis, 600 livros, 200 apontadores, 180 uniformes e tábuas suficientes para fazer mesas e cadeiras para a pequena escola local que não tinha mobília.

Ao ver o resultado de seus esforços, ele repetiu a dose e fez mais exposições, onde vendeu mais 100 registros seus da comunidade africana.

Feder batizou sua série fotográfica de Cross Geographic e disse em entrevista à BBC que procura intervir o mínimo possível nas cenas que registra, e que, sempre que pode, opta por fugir dos clichês de miséria. “É importante mostrar coisas positivas de uma região que já é tão estigmatizada. Costuma-se pensar apenas em Aids, pobreza e guerra em relação à África, e não há só isso”, afirma.

Em formato 30×40 cm, os registros de Feder custam R$ 350 cada um.

Dessa forma, ele já reverteu US$ 25 mil em melhorias para Wanteete. Hoje o projeto também financia questões de saúde, com distribuição de 4.000 preservativos e 500 escovas de dente, vermifugou 200 crianças e montou uma tenda para atendimentos dentários.







segunda-feira, agosto 03, 2015

Como funciona a seleção para novos palhaços?

Seleção em Campinas - SP / Foto: Fernanda Lagoeiro.
 

No último domingo, a Hospitalhaços realizou uma seleção para novos palhaços em várias cidades da região. A procura para essa seletiva foi de cerca de 130 pessoas, para preencher o equivalente a 70 vagas.

Em Campinas, o processo aconteceu em dois horários: às 9h e às 13h. Com cerca de duas horas e meia de duração, houveram mudanças para que fosse possível conhecer melhor os candidatos.
Mas você sabe como funciona o nosso processo? Parece simples, mas não é! Nosso trabalho é uma brincadeira muito séria! Olha só:

O processo

A seleção é feita em 3 partes: primeiro, a pessoa deve se inscrever presencialmente na sede da ONG, assim que abrir o período de inscrição (normalmente, duas vezes ao ano, no começo e no meio do semestre) e assinar uma carta de intenção, assumindo realmente a seriedade de exercer a função. Após isso, os candidatos passam por um treinamento com dia marcado, que dura cerca de duas horas e meia. Esse processo é composto por uma palestra explicativa (sobre a ONG, todos os objetivos, missão, visão e conceitos), seguida de duas dinâmicas: uma individual e outra em grupo, aplicadas e acompanhadas por uma psicóloga.

Depois do processo, os líderes e a psicóloga da ONG avaliam um por um e decidem quem vai ser aprovado, e quem vai ficar de suplente para uma próxima oportunidade.




E depois?

Após aprovados, os candidatos fazem adesão na sede do Hospitalhaços e devem pagar uma taxa de R$100 (referente ao material que vai ser utilizado com as crianças e para o próprio palhaço, como jaleco, camiseta, alimentação etc). A partir daí, a atuação começa:

  • O candidato faz o Módulo I, no qual começa a aprofundar os conhecimentos e dar vida ao próprio palhaço humanitário. Nessa fase também o voluntário realiza visitas de observação supervisionadas.
  • Depois do Módulo I, o voluntário passa pelo Módulo II e III, onde intensifica ainda mais o seu trabalho por meio de dinâmicas de grupo, interage com outros voluntários e exerce de fato a atuação como palhaço humanitário no hospital designado.


Vale a pena?

Ajudar o próximo sempre vale a pena! Além de conhecer as crianças e outros voluntários da ONG, você conhece melhor a si mesmo desde o início do processo, quando identifica seus pontos positivos e os que devem ser melhorados em todas as dinâmicas. É um ganho pessoal e profissional também - muitas empresas e o mercado de trabalho em geral valorizam quem faz voluntariado!

A possibilidade de fazer a diferença atrai centenas de candidatos todos os anos. Vítor Andrade estuda Medicina na PUC-Campinas e participou da seleção de palhaços em Campinas por esse mesmo motivo. "Acho que ser um palhaço humanitário ajudaria na humanização da minha pessoa, na formação de um médico mais presente e humano", disse.

A ONG Hospitalhaços atende 13 cidades, 21 hospitais e possui 27 equipes de Palhaços Humanitários, com 360 palhaços que atendem mais de 30 mil pessoas todos os meses!

O resultado da última seleção já saiu e pode ser visto aqui. Muito obrigada à todos que se inscreveram e queremos contar com a sua colaboração para os próximos processos!


Jornalista da Equipe de Jornalismo da ONG Hospitalhaços

segunda-feira, julho 27, 2015

Culinária e solidariedade: renda do livro "Receitas de Norma Jorge" ajuda a Hospitalhaços

Culinária em prol da Hospitalhaços/ Imagem: Paula da Cruz
A partir dessa semana, você conhece mais uma forma de ajudar a Hospitalhaços. Uma maneira de auxiliar que possui tempero especial: o livro “Receitas de Norma Jorge” terá toda a renda revertida em prol da ONG.

Lançado em junho, a obra homenageia a famosa professora de culinária campineira e traz pratos especiais que vão deixar muita gente com àgua na boca e com vontade de se aventurar na cozinha.

E o melhor: nesta semana, de segunda à sábado, você poderá conhecer algumas receitas do livro nos quadros Prato Feito e Prato Fácil, apresentados por Fernando Kassab, na 1ª edição do Jornal da EPTV, às 12h. 

Não perca e anote os endereços dos pontos de venda:

- Rua Santos Dumont, 793, Cambuí, Campinas/SP
Horário: das 8h às 12h
Informações: (19) 3012-3647

- Avenida Governador Pedro de Toledo, 950, Bonfim, Campinas/SP
Horário: das 9h às 18h
Informações: (19) 3237-2603

Luciana Pansani
Jornalista da Equipe de Jornalismo da ONG Hospitalhaços

quinta-feira, julho 16, 2015

Parabéns: aniversário de 241 anos de Campinas terá vários eventos culturais

Lenine encerra as comemorações de aniversário no Taquaral
No mês de aniversário de Campinas, que completou 241 anos no dia 14 de julho de 2015, diversos eventos culturais, organizados pela Secretaria Municipal de Cultura, marcam as celebrações na cidade.

Entre as atividades estão homenagem aos soldados que combateram na Revolução de 1932, astronomia e gastronomia no Observatório Municipal “Jean Nicolini”, o evento gastronômico "Chefs na Praça", música e boa comida na Estação Cultura, a tradicional “Seresta na Praça” e o aniversário da mais antiga escola de samba de Campinas, a Estrela D'Alva, entre outros. 

O grande destaque deste mês de aniversário é o concerto da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, que se apresenta com o cantor Lenine, encerrando as comemorações no dia 1º de agosto. A apresentação na Concha Acústica do Taquaral terá um programa especial para o público e Lenine vai trazer grandes sucessos. A regência será do maestro titular Victor Hugo Toro. 

Programação:

18/07

"Boteco na Estação"

Músicas e comidinhas na antiga estação de trem. As atrações musicais serão dos grupos Tomá na Banda e City Banda, ambos tradicionais no Carnaval da cidade.

Local: Estação Cultura “Prefeito Antonio da Costa Santos”. Praça Marechal Floriano Peixoto, s/n – Centro
Horário: das 13h às 19h
Entrada: gratuita

19/07

"Circulando por Campinas"

Projeto de circulação do espetáculo de rua circense “Circulando por Campinas” da Cia Los Circo Los, com direção de Ésio Magalhães e atuação de Rodrigo Mallet e Vitor Poltronieri.

Local: Lagoa do Taquaral – portão 01. Av. Heitor Penteado – Taquaral
Horário: das 11h às 13h
Entrada: gratuita

31/07

"Food Truck nas Estrelas"

Nesta sessão, o astrônomo Júlio Lobo explica os mistérios da Blue Moon (Lua Azul) acompanhado de comidinhas dos food trucks.

Local: Observatório Municipal de Campinas “Jean Nicolini”. Estrada das Cabras – Distrito de Joaquim Egídio
Horários: das 17h às 22h30
Ingressos: de R$ 2 a R$ 4

"Seresta na Praça"

A edição da Seresta na Praça tem a apresentação musical de Dona Zaíra

Local: Praça Carlos Gomes. Av. Irmã Serafina, Centro
Horário: das 19h às 23h
Entrada: gratuita

01/08

Concerto especial da Orquestra Sinfônica de Campinas com Lenine

A Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas apresenta um concerto especial junto com o cantor Lenine. Com regência do maestro titular Victor Hugo Toro.

Local: Concha Acústica do Taquaral. Av. Heitor Penteado – Taquaral
Horário: 18h
Entrada: gratuita

Fonte: assessoria de imprensa da Prefeitura de Campinas
Fotos: Carlos Bassan e Renata Sunega (Prefeitura de Campinas - divulgação)

sábado, julho 04, 2015

Menino de 10 anos dá uma aula de cidadania contra o racismo

Aluno do CEU Vila Curuçá em São Paulo, Gustavo Gomes Silva dos Santos, conheceu a equipe da Rede TVT durante as atividades do “Leituraço”, atividade  de contos africanos e afro brasileiros promovido pela prefeitura de São Paulo. Assista o que ele tem a dizer sobre a importância da ação no combate diário ao racismo:



segunda-feira, junho 29, 2015

Prestação de Contas: 4º Arraiá Hospitalhaços



Prezados voluntários e amigos,

Segue prestação de contas do 4º Arraiá Hospitalhaços, realizado em 06/06/2015:

A ONG arrecadou um total de R$ 19.880,00. Esse valor será utilizado nas despesas mensais da ONG. No total, foram 1400 participantes, incluindo voluntários.

Na sede administrativa, estão disponíveis para consulta:

• Livro de controle de vendas do bazar
• Livro caixa

Cordialmente
Coordenação Geral da ONG Hospitalhaços

domingo, junho 21, 2015

Reflexão de domingo

Antes de viajar vem o momento master: o êxtase, a ansiedade, o desconhecido, a incerteza do que está por vir. Depois, na volta, vem a depressão, a carência, e a saudade, junto com a sensação de que ninguém te entende por que você é de/está em outro mundo. Mas e durante, o que acontece?

Durante a viagem, o seu psicológico trabalha bastante. Você passa o dia inteiro conhecendo gente nova, vivendo mudanças, observando lugares, comparando coisas e pessoas, e à noite você absorve todas essas novas experiências. Por isso dizem que viajar é a melhor forma de se renovar, se esclarecer e refletir sobre si mesmo e sobre a sua vida. Mas essa parte noturna, apesar de necessária e inevitável, é perigosa: é quando fazemos um "balanço" e começamos a pensar quem somos, o que seremos, o que vamos querer/fazer da vida.

Isso acontece especialmente durante intercâmbios, e já aconteceu comigo. Eu me sentia perdida num mundo particular, como se tivesse passando por uma crise existencial! Você começa a pensar em toda a sua vida, o que você fez (de certo e de errado), o que vai fazer quando voltar, como vai ser - porque você já não é mais o mesmo. Você se pega realmente perdido, chorando, refletindo olhando pra janela do quarto, admirando a vista que ainda tem.

Mas isso é normal. Sim, te garanto! Isso quer dizer que você está amadurecendo - e essa é uma das primeiras "auto-decisões" de muitas que você vai tomar durante a sua vida. Mas viajar te possibilita viver isso de maneira mais natural - sem ninguém por perto, você entra em acordo com você mesmo e arca com as suas próprias decisões. E isso você vai usar para cada pequeno imprevisto pelo qual tiver que passar.

Por isso, o famoso "sair da caixinha" é tão importante: te deixa mais independente, mais leve, mais seguro. Experiências que você só vive fora da sua zona de conforto. Não tenha medo de viajar sozinho, de sair de casa por muito tempo, de não conhecer o lugar, de não ter ninguém. Você vai ver como você vai superar tudo isso com o tempo! E não tem prazer maior do que a autonomia: de ser você mesmo, agir como você realmente é, de ter o seu espaço, seu dinheiro, suas coisas, comer o que quiser haha. Mas o mais importante: estar seguro para crescer, e motivado para buscar algo além do que sonhou!     

sábado, junho 20, 2015

Creche fica no mesmo lugar que um lar para idosos

Providence Mount St. Vincent, em Seattle, abriga no mesmo local idosos e crianças. A creche composta por crianças até 5 anos interage diariamente com os idosos moradores do lar, por meio de atividades propostas pelas professoras do ILC.

O objetivo do ILC é trazer aconchego e carinho para os mais de 400 idosos do lar ao mesmo tempo em que ensinam crianças sobre a vida, criando nelas um senso de respeito e admiração pelos idosos.

O programa da organização quer mostrar pra essas crianças que o processo de envelhecimento é algo normal, assim como criar nelas a sensibilidade de aceitar melhor pessoas com deficiência e limitações.

A iniciativa é uma alternativa para esquivar os idosos de uma realidade muito pesada, comum para quem costuma envelhecer isoladamente.


Fonte: IdeiaFixa

segunda-feira, junho 15, 2015

Vídeo emocionante mostra a despedida de um cão e seu melhor amigo

Seja com os animais ou com os humanos, a única certeza da vida é a morte. Sempre chega um dia em que temos de dizer adeus e a dor é inevitável. Após longos anos de amizade e fidelidade, o fotógrafo Ben Moon se despediu de seu melhor amigo, o cão Denali, com uma última aventura juntos, que acabou por se tornar um emocionante tributo registrado em vídeo.

O vídeo, narrado por Moon como se fosse seu cachorro, resume alguns dos grandes e pequenos momentos entre ele e o companheiro de todas, literalmente todas, as horas. Quando o homem estava tratando um câncer, Denali fez questão de ficar ao seu lado na cama de hospital e não deixava que ninguém o tirasse de lá. Por toda a vida, a dupla acampou, fez novas amizades, curtiu uma praia, dormiu junto e a última jornada não poderia ser diferente, eternizando estes momentos que somente melhores amigos são capazes de fazer.

David Dudley certa vez escreveu: “Quando alguém que você ama entra pela porta, mesmo se acontecer cinco vezes ao dia, você deveria ir insanamente com alegria”, e seguindo esta premissa, Ben Moon criou o belo vídeo de memórias para seu mascote. É importante avisar que você deve assistir ao vídeo somente se estiver confortável para chorar, porque a delicadeza desta obra toca o coração, o que acabou rendendo para o autor os prêmios Best of Festivale People’s Choice no 5Point Film Festival, que acontece em Carbondale, nos EUA.

Para assistir ao vídeo, clique aqui.

Fontes/Fotos: Hypeness

terça-feira, junho 09, 2015

Arraiá Hospitalhaços: festa uniu voluntários e convidados em prol da humanização hospitalar

A quarta edição do Arraiá Hospitalhaços bate mais uma vez recorde de público. Este
ano foram mais de 1.500 pessoas que passaram para prestigiar e aproveitar a festa.

O evento aconteceu no último sábado (6) e não faltaram atrações para garantir a diversão de crianças e adultos. Para os pequenos, teve uma roda de cantigas, mas havia também os tradicionais jogos: pescaria e boca do palhaço. Já os adultos, além de degustarem as comidas e bebidas típicas da ocasião, puderam participar de um animado bingo. 

Para que esta festa ocorresse da melhor maneira possível, mais de 200 voluntários se disponibilizaram, eles estavam presentes da bilheteria à limpeza do local. Muitos ainda levaram a família para curtir o Arraiá. Foi o caso da analista de recursos humanos, Dgeni Pellegrini, que acompanhou sua filha, voluntária há um ano. Para ela, a festa junina da Hospitalhaços é um momento de reunir a família e colaborar com a ONG: “É um momento de muita união, dá pra notar que são muitas famílias, muitas crianças e é isso que falta na sociedade.”. 

Por outro lado, foi a chance que muitos tiveram para conhecer e entender um pouco sobre o trabalho da Hospitalhaços. Como o casal Cristiane Rangel e Rafael Guimarães, eles tiveram conhecimento do evento na missa da paróquia em que participam. Recém mudados para Campinas/SP, o casal viu uma oportunidade de se divertir e levar à filha, Clara, de 3 anos, para interagir com outras crianças. “Não conhecíamos a ONG, viemos por causa da festa junina e nos deparamos com este trabalho maravilhoso.” Revela o casal. 

Na já tradicional festa junina, não poderia faltar os palhaços caracterizados, DJ, correio elegante e também o poema cantado. Muitos itens foram provenientes de doações, e todo o valor arrecadado será revertido para melhorias na ONG Hospitalhaços. 
  

 Confira algumas fotos:


 

 

 







 Confira todas as fotos no link
Jornalista da Equipe de Comunicação da ONG Hospitalhaços